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O PARQUE NACIONAL DA SERRA DA CANASTRA

Criado em 3 de abril de 1972, o Parque Nacional da Serra da Canastra tem uma área atual de 71.525 hectares regularizados e parte do território de 3 municípios: São Roque de Minas, Sacramento e Delfinópolis, no sudoeste de Minas. 

Situado no divisor de águas entre as grandes bacias do Rio Paraná e São Francisco, o Parque possui uma extensa rede de drenagem formada principalmente por rios de pequeno porte e inúmeras nascentes, sendo a principal e mais famosa a nascente do rio São Francisco, rio considerado de integração nacional que percorre mais de 3.000 km e que é de fundamental importância para a sobrevivência das populações ribeirinhas.

As escarpas e paredões que circundam o chapadão permitem a formação de inúmeras corredeiras e cachoeiras de rara beleza. 

Abrigando a valiosa nascente do rio São Francisco, o parque Nacional da Serra da Canastra possui esse nome devido à semelhança apresentada pelo imenso chapadão que, ao ser avistado de longe, parece ter a forma de uma canastra ou de um baú. Na serra nascem inúmeros cursos d’água, tributários do São Francisco que formam, na parte alta do Parque, piscinas naturais de excepcional beleza.

CLIMA

As temperaturas médias mensais variam de cerca de 17ºC, no mês mais frio (julho) a cerca de 23ºC nos meses mais quentes (janeiro e fevereiro). O índice pluviométrico apresenta seca no inverno podendo-se, portando, aproveitar melhor a visita no período de abril a outubro.

VEGETAÇÃO

As formas vegetais da região são constituídas, em sua grande parte, por campos, campos rupestres, e em menor escala por cerrados e matas ciliares. Nos campos destacam-se várias espécies da família Graminea, que periodicamente embelezam o cenário com suas florações coloridas. As “canelas-de-ema’ e arnica são as espécies que predominam em áreas de maior altitude (acima de 800m), onde ocorrem os campos rupestres.

FAUNA

Com relativa facilidade é possível encontrar pelos caminhos espécies ameaçadas de extinção como o lobo-guará e tamanduá-bandeira. A fauna do Parque constitui-se em atração turística da Unidade pois os visitantes têm a oportunidade de observá-la, na maioria dos casos, livre em seu habitat, principalmente na parte alta da Unidade, nas primeiras horas da manhã ou ao entardecer.

Dentre outras, são espécies encontradas no local o tatu-canastra, além de outras espécies de tatus como o tatupeba, tatu-galinha, e tatu-de-rabo-mole, o cachorro-do-mato, a lontra, o veado-catingueiro, o veado-campeiro, o macaco-prego, o guaxinim, e ainda aves como a ema, siriema, perdiz, codorna, tucanaçu, curicaca, gavião, coruja, pato-mergulhão e a tesourinha. Há evidências que o parque faz parte da rota de aves migratórias.

FLORA

É a segunda maior formação vegetal brasileira. Estendia-se originalmente por uma área de 2 milhões de km², abrangendo dez estados do Brasil Central.

Hoje, restam apenas 20% desse total.Típico de regiões tropicais, o cerrado apresenta duas estações bem marcadas: inverno seco e verão chuvoso. Com solo de savana tropical, deficiente em nutrientes e rico em ferro e alumínio, abriga plantas de aparência seca, entre arbustos esparsos e gramíneas, e o cerradão, um tipo mais denso de vegetação, de formação florestal.

A presença de três das maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Tocantins-Araguaia, São Francisco e Prata) na região favorece sua biodiversidade.

Pequenas árvores de troncos torcidos e recurvados e de folhas grossas, esparsas em meio a uma vegetação rala e rasteira, misturando-se, às vezes, com campos limpos ou matas de árvores não muito altas – esses são os Cerrados, uma extensa área de cerca de 200 milhões de hectares, equivalente, em tamanho, a toda a Europa Ocidental. A paisagem é agressiva, e por isso, durante muito tempo, foi considerada uma área perdida para a economia do país.

Entre as espécies vegetais que caracterizam o Cerrado estão o barbatimão, o pau-santo, a gabiroba, o pequizeiro, o araçá, a sucupira, o pau-terra, a catuaba e o indaiá. Debaixo dessas árvores crescem diferentes tipos de capim, como o capim-flecha, que pode atingir uma altura de 2,5m. Onde corre um rio ou córrego, encontram-se as matas ciliares, ou matas de galeria, que são densas florestas estreitas, de árvores maiores, que margeiam os cursos d’água. Nos brejos, próximos às nascentes de água, o buriti domina a paisagem e forma as veredas de buriti.

Podem ser encontradas ainda manchas de Cerrado incrustadas na região da caatinga, floresta atlântica e floresta amazônica.

Devido a sua localização, o cerrado, compartilha espécimes com a maioria dos biomas brasileiros (floresta amazônica, caatinga e floresta atlântica). devido a esse fato possui uma biodiversidade comparável a da floresta amazônica. Contudo devido ao alto grau de endemismo, cerca de 45% de suas espécies são exclusivas de algumas regiões, e a ocupação desordenada e destrutiva de sua área o cerrado é hoje o ecossistema brasileiro que mais sofre agressões por parte do "desenvolvimento".

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